quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ode a Arianne Louise Guimarães Riato

Este é último post do ano. Não quero falar de dor, nem de amor. Prefiro contar tudo sobre uma pessoa. A pessoa que mais amo na vida, e percebi que durante esse ano que está para acabar nunca postei nada diretamente sobre ela. Sempre foram comentários avulsos. Um aqui, outro acolá, nunca totalmente. Por isso, é para você Arianne, que dedico minhas últimas palavras do ano de 2008.

Posso dizer que esse foi nosso ano. Nos vimos três vezes, três maravilhosas vezes. Ri o bastante, conversei o bastante e tive contato o bastante para relembrar os "bons tempos", lhe conheci mais profundamente, com desejos e sentimentos que desconhecia. Senti sua falta também, pois quem ama sofre, sabemos disso. E revelei segredos que nos uniram ainda mais, já que você é a única que os guarda. Foi um bom ano, comparável com qualquer belo filme de dois amigos amantes. Durante estes doze meses, também vivi épocas, criamos modas e destruímos preconceitos. Fizemos de um ano, uma década. Evoluímos, de todas as maneiras possíveis. Suas palavras foram mais doces, mais quentes e mais sábias. Os pensamentos, as idéias, os risos. Tudo mais sofisticado. Nos apaixonamos, não por nós mesmos, porque nosso amor é eterno, mas por outras pessoas, que de alguma forma, pensamos nos completar. As decepções, tristezas e involuções pareceram menores durante os dias deste ano. Tudo foi delicioso, nada difícil. E tudo isso foi o "nós", mas não disse o "você".
Não é novidade que você sempre está em meus pensamentos, desde os supérfluos até os que nem eu mesmo entendo. Pergunto-me até hoje quem a colocou em meu caminho, pois "nunca haverá corações tão compassados, tão parecidos", como disse Jane Austen. Você é minha versão feminina, e creio que vice-versa. É culta, amiga, amorosa, caridosa, engraçada, moderna, enfim, tantas qualidades que se fosse anotar ficariam sem sentido. Você é uma mulher, antes de tudo uma pessoa completa. Você é minha jóia, meu segredo e a minha doce lembrança, amo sua beleza, amo sua cabeça. Amo ser quem sou perto de ti. Tem tudo que mais importante é ao coração, e por muitas vezes, se esquece que em nosso mundo o bolso também conta. Porém é o menos importante. Tem a delicadeza de uma artista, sabe o que é certo e o que é errado e não falta coragem para dizê-los. Deusa! Corajosa, batalhadora, sexy, tocante. Suas pequenas emoções são enormes para mim, cada frase, cada pequeno sussurro, tanto diálogo mudo que nem eu entendo o que escrevo. Você é difícil, profunda, uma pessoa comum nunca a entenderia, precisaria de anos-luz para descobrir o mínimo de você, que sempre é um máximo. Faltam palavras. Expressões que consigam declarar todos meus pensamentos. Você tem um lado que me encanta muito, além dos outros: o de mãe, senhora, psicóloga, conselheira. Um lado mais amadurecido, que todos procuram e tentam fazer parte. Quando me sinto mal, posso ter a certeza da melhora só ao lembrar suas palavras, que me acalmam e me fazem dormir em paz comigo mesmo. Tem dias de menina boba também, pois ingenuidade é essencial para uma vida feliz, adoro isso, quando você desconhece o mundo, mas tem sempre mais e mais para desvendar com os outros. Um encanto. Acho que se o mundo conhecesse você como conheço, você provavelmente perderia o encanto: assim como os diamantes, que são os raros os mais valorizados. Não encontrarei nunca mais em minha vida alguém tão "tão" como você, pois todos os outros buscam seus caminhos, a sua diferença é essa: já o encontrou. Fico mudo. Não tem como imaginar um mundo sem você: imaginei-me perdendo-a, o que seria o fim de tudo, a meu ver. Só eu sei como eu seria se num fevereiro quente do ano de 2005 não tivesse me interessado pela garota da carteira da frente. Se eu não tivesse me declarado à essa garota meses depois, por uma mal-sucedida ligação celular. E se não tivesse jurado amor eterno no fim daquele ano. Só eu sei quem eu seria...
Meu mundo é completo. Graças a você. Se eu pudesse realizar meus mais íntimos sonhos, casar-me contigo, ter filhos contigo, envelhecer contigo. Entretanto, o Destino nos reservou surpresas que ainda desconheço, nosso futuro é garantido, de outras belas formas. Porque o amor é vivo e todas são belas as formas de amar. Amo-te em todos os sentidos, pois tens minha vida em sua vida. Não sou seu servo, muito menos escravo, somos iguais... Iguais! Engraçado... Se alguém me perguntasse: "o que essa garota tem que eu não tenho?" Eu responderia: "tudo". O que busquei em vida encontrei em você. E tenha certeza: antes de te amar como amo, aprendi a me amar. Mas só pude aprender a me amar com as lições que você me ensinou. Obrigado, minha amada. Obrigado, minha amante. Obrigado minha amiga. Agradeço pelo ano passado, pelo ano presente e pelos muitos anos futuros a nós reservados. Eu te amo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal "incativo"

De ano em ano, aparece a necessidade de me tornar diferente. Não sei o porquê, mas deve ser por isso que tanto tento forçar uma mudança. Agora, acho que me encontrei, numa pele de cordeiro tão rebelde quanto meu ser. Alguém menos emoção, mais razão. É isso que quero para mim. Lembro-me de minha irmã conversando com sua amiga sobre mim: dizia que se um dia me encontrasse na rua, achar-me-ia a pessoa mais comum do mundo. Quase tive um treco. Odeio ser igual, acredito que todas as personalidades mais célebres, todos que já foram considerados “cool” eram diferentes. Por que eu tenho de ser mais um na multidão? Você pode achar que sou vaidoso, que tenho de alimentar meu ego... Não! Para mim, isso é apenas uma auto-afirmação de que sou alguém, alguém admirado, alguém que é exemplo ao próximo, um alguém que “cativou” outro alguém...
Cativar. Essa é a palavra certa. Essa é a palavra que me levou a começar essa sessão “quem sou eu”. Semana passada, peguei na internet o livro O Pequeno Príncipe, nunca tive vontade de lê-lo, sempre me achei “adulto” demais para tal. Só que desde a dedicatória, me apaixonei e fui digerindo as palavras, uma por uma, lendo cada pequena descoberta do principezinho. Até que cheguei ao seguinte trecho, que batizei de “Encontro com a Raposinha”:

XXI
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho - Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem - Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços.
- Criar laços?
Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor.. . eu creio que ela me cativou...
É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos, Se tu queres um amigo, cativa-me!
Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa, É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam
todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

Depois que li isso, tive a maior crise e desatei-me a chorar. Que perfeição! Que surreal! Percebi que é esse o meu maior medo: não ser cativado. Lembrei-me de meu amor ferroviário, do modo como os ritos influenciam essa relação platônica. Lembrei-me também de quem mais amo na vida: Arianne. E ao lembrar ela, acrescentei à minha fossa o “se”: e se ela deixasse de me amar? E se ela nunca tivesse aparecido para mim naquele ano de 2005? Por sorte, isso tudo passou como chegou. Bem depressa... Como disse Arianne, não me dou bem com essas festividades ao fim do ano...
Uma ótima história da vida irreal para o Natal, não?
Informação de última hora: faltando dez minutos para o momento em que o ontem e o hoje se encontram à meia-noite, minha irmã decidiu dizer todos meus defeitos, mesmo sem eu tê-los pedido. Conclusão: foi um dos mais tristes e por tabela, piores natais de minha vida. Legal isso, não?

sábado, 20 de dezembro de 2008

Agnès Humbert e sua Resistência

O livro mais recente que li foi Resistência da francesa Agnès Humbert. O ganhei no amigo secreto do curso de inglês e simplesmente me apaixonei com esse que é um dos primeiros relatos da Segunda Guerra publicado. Que mulher incrível! Eu não posso acreditar que tudo o que li não era uma bela ficção à La Stanley Kubrick ou Steven Spielberg! Agnès foi presa por publicar cinco edições do jornal clandestino e antinazista “Resistência” e passou por provações piores que a própria morte (sim! Pior!): percevejos, água e pão, proibição de leitura (alerta máximo!), baldes higiênicos vazando e sem tampas, quartos muito quentes/frios, surras dos idiotas nazistas, e o mais cruel: usar a mesma roupa íntima por várias semanas (o máximo, foi seis semanas seguidas), sem poder lavá-las, não usava absorvente, queimou o corpo, as mãos, os pés e ficou cega por algumas semanas, tudo isso graças ao trabalho forçado com a seda artificial. O mais absurdo e que mais me encantou foi o sarcasmo que ela utilizava em todos os momentos, e para sobreviver em meio à tanta destruição e desgraça, olhava as mais belas mulheres que a rodeavam. Um encanto e uma visão que só uma artista, como era Agnès, tinha. E por fim, tornou-se de uma presa política acabada, uma caçadora de nazistas, trabalhando lado a lado com o exército americano no fim da guerra. Por tudo que ela passou, morreu prematuramente em ’63. Apaixonei-me por sua garra, dedicação, amizade eterna, arte e poesia... Que viva eternamente Agnès Humbert!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Simples gostosuras

Como falar de tudo que vi, ouvi e li nos últimos dois meses? Impossível. Apaixonei-me por novas bandas indies, que acrescentei ao meu delicious. Assisti o clássico máximo dos filmes de máfia: The Godfather. Totalmente perfeito, principalmente o segundo. Um tema tão difícil abordado magistralmente por Ford Coppola. Vi uma sessãozinha cult, com Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, gostei, mas não passou disso. O filme tem “sacadas” ótimas, mas pecou demais com a Kate Winslet. Ela só se deu bem quando afundou o Titanic. Enfim, como ouvi esses dias, champanha quente.
Senti todas as emoções possíveis ao ver a adaptação do clássico Dom Casmurro: “Capitu”, uma microssérie perfeita, com tudo que um bom jovem gosta... Ironia e sarcasmo. A música, objetos e cenas do cotidiano com muita tecnologia trouxeram esse livro lunático ao nosso mundo, ficou tudo tão século XXI! E ainda me pergunto, debaixo do cobertor, às noites, como encontraram uma garota com os tão famosos olhos de ressaca de Capitu! Com certeza, uma série que fará companhia às minhas outras duas queridinhas: Hoje É Dia de Maria e Queridos Amigos...

Fim deste mísero post, caro leitor internauta.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Fúteis informações

Primeiro beijo: 6 anos.
Primeira “descoberta”: 10 anos.
Primeiro amor: 12 anos.
Primeira atitude: 13 anos.
Primeira briga: 14 anos.
Primeiro pé-na-bunda: 16 anos.
Primeira “você-sabe-o-quê”: 17 anos.
Primeira palavra lida: Água.
Primeira música: Milton Nascimento.
Primeiro filme proibido: Boogie Nights
Primeiro livro ganhado: O Circo da Aranha
Primeira lembrança: Dor, choro, tristeza.
Primeiro ano de minha vida: 1991.

Como posso ter nascido no século XX? Sendo eu tão século XXI? Talvez seja por isso que nunca me dei tão bem com todas essas tecnologias modernas...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Desabafo

Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida. Preciso demais desabafar...
Não. Não está tudo bem. Me enchi hoje. Eu estava lá, tentando ser legal, ajudando a dar idéias para fotografias e tal. Tento ajudar a Amanda com o meu braço para tirar as fotos. Mas não! EU não posso sair na foto... só os bonitinhos podem! Se tento ser legal, vem alguém e me corta. e AINDA DIZEM QUE NÃO SEI PARTICIPAR... O SEMESTRE INTEIRO foi assim. Eu sempre sou posto em terceiro plano, porque em segundo ainda é MUITO! Estou com ódio de todos. Todos os idiotas que não sabem compartilhar algo que seria legal com todos. Todos os idiotas que não sabem que todos são seres humanos, mas mesmo assim os magoam. É por isso e por todo o semestre suportado que quero que SE FODAM!
É o bastante? =/
E para contradizer tudo, hoje é um dia triste. John Lennon assassinado há 28 anos. Um pacifista sem igual. Um compositor poeta que até hoje, me domina a mente e as palavras. Um viva eterno a ele. O Homem. A Lenda. Paz e amor, neste dia em que devemos curar nossas feridas. Faço isso por você, John... Live forever!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Amor Ferroviário - Parte II

Você ainda é presente. É alguém raro. Mas ainda vejo seus cabelos iguais ao sol quando levanto meus olhos de minha leitura matinal. Estive longe por uma semana, uma semana infinita. Esforcei-me para lhe ver, mas não pude e me entristeci. Então, sem mais, vi seus verdes olhos. Olhei para meu lado direito, procurando por seu tênis preto salpicados de quadradinhos brancos. Ali estavam. Incrível o efeito de sua presença em mim: mudo meus modos, respiro com dificuldade e tento fingir indiferença. Porém todo o orgulho é derrubado ao sentir pela primeira vez, pelo tão esperado primeira vez, o toque de sua pele sobre a minha. A partir daquele momento, a cor fria do ambiente incrivelmente se torna vermelha. Vermelho-sangue. Erótico. Passamos de fase, juntos. Não me movimentei, muito menos você. Era algo que ambos queríamos, desejávamos. Tentei conversar, mas não saia som, palavra. Meus lábios não abriram. Estava petrificado. Tentei lhe olhar, você tentou me olhar. Desviamos-nos. Por fim, mais contato, mais conversas e sussurros telepáticos. A vontade corroendo por dentro. E em mim, a promessa de avançar, investir nisso que é o amor puro...

Algum tempo se passou. Desapareci. E provavelmente só encontrarei seus olhos novamente próximo ano. Esperarei ansioso, mas esperarei. Pois quando se quer verdadeiramente nem um dia, uma semana, um ano ou meio século pode retirar de nossa boca o gosto doce e viciante daquilo que chamamos de paixão.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Curiosidade

É o cinema uma ilusão ótica?

Os caracteres conservam traços da sociedade que os gera?

É inevitável a burocracia?

Os patos formam uma espécie de seta ao voar em grupo?

O rosto é um produto?

Podemos gerar gestos próprios?

Se pode justificar a ausência de um arranjo harmônico?

Existe o desejo num corpo sem órgãos?

Por que se procura estabelecer contato com os espectros?

Como é que as imagens adquirem valor?

O que significa as pessoas têm vozes individualizadas?

Por que se produzem umas imagens e não outras?

O que é ser preciso?

Sabe um animal que vai ser sacrificado?

O que é um produto?

O que é um signo?

Como se chega à convenção de um símbolo?

Em outros planetas há vida mais evoluída que no nosso?

Por que nos aborrecemos?

Como entender situações alheias sem nunca as ter experimentado?

O que é o que provoca a um sujeito sentir?

Coisas quais não podemos estabelecer pontos de referência?

Como sabemos que se termina de percorrer um circuito?

O que é um erro?

O que é um acerto?

O que é revolução?

Podemos modificar o desenvolvimento de um sonho?

Quais repetições são necessárias para se ter uma convenção?

É a cópia uma forma de tradução?

Por que gostamos dos atos de magia e escapismo?

O que é o sentido do humor?

Quando se comete um crime?

Por que só existem 12 notas musicais?

Como se estrutura uma biografia?

O que é o que depende do sistema?

O que é um documento?

O que é ler?

O que é o direito de propriedade?

Existe algo que não se possa diagramar?

O que é tamanho?

São escalas traduzíveis?

O que é o permanente?

O que é uma doença?

O que é um efeito?

O que é um afeto?

Como se originam as confusões?

Como outorgamos veracidade às coisas?

Existem padrões de crescimento

Qual é o objetivo de um colecionista?

O que é a multiplicidade?

O que é o conforto?

Os estereótipos são permanentes?

O que é o luxo?

A desigualdade é inerente a um sistema?

São as evidências ferramentas de imposição?

O que é o pertence?

O que é um simulacro?

O que é a verdade?

O que é o falso?

O que é uma metáfora?

O que é uma comparação?

O que é o falhanço?

O que é a reverberação?

O que é um monumento?

A história sempre se repete?

O que é uma armadilha?

O que regula os sonhos?

Quem tiver respostas a essas questões, Deus teria de ser.